Uncategorized

Luiz Gama, abolicionismo e resistência

Nas cercanias de onde nasci na Santa Cecília/Largo do Arouche, sempre esteve ali a representação desse homem que foi das minhas primeiras referências do povo preto que tive conhecimento.

Foi um ser humano fundamental para a resistência negra. Representou o lado negro da força, a luta digna pelos direitos da sobrevivência e emancipação dos escravos no Brasil.

Parece brincadeira esse país de governantes medíocres, povo sem memória e sociedade super racista. Novamente vem um pessoal aí com essa história de reconhecimento!? Vocês, brancos, não tem moral nenhuma para reconhecer nada. Sempre existiu no Brasil nomes de assassinos e torturadores pelas avenidas, colégios, praças etc etc…

Enquanto isso, um homem que salvou centenas de vidas e dedicou sua própria para resistir contra a sistemática branca racista, escravagista, covarde e opressora, sofrendo ameaças de morte dos covardes racistas que se julgavam donos das terras que eles roubaram e encharcaram com sangue negro e indígena, mais de 130 anos se passaram e agora vem com um tal reconhecimento blá blá blá. VSF na boa. Luiz Gama morreu no bairro do Brás e foi enterrado no Cemitério da Consolação. Esse reconhecimento hiper tardio ao meu ver não adianta em nada pois ele morreu na miséria e não pode deixar nada para os seus. Ele deixou uma história de resistência e dignidade de um homem negro que lutou para salvar seu povo. Um revolucionário, negro, bahiano, advogado, abolicionista, escritor… Nuff Respect !!

Busto de Luiz Gama, Brasil, São Paulo, Largo do Arouche, 2009 – Foto: RAOOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *